logo

Policial civil de Araputanga morre com covid na fila de espera por leito de UTI


Por PNB ONLINE

Policial civil de Araputanga morre com covid na fila de espera por leito de UTI

Foto: Reprodução

O investigador de polícia Glauco Alves de Franca, de 38 anos, morreu na madrugada desta sexta-feira (19.03), vítima da covid-19, em Cáceres (250 km de Cuiabá). O policial civil, lotado na Delegacia de Araputanga, começou a sentir os primeiros sintomas da doença no dia 10 de março e morreu aguardando vaga em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

Após os primeiros sintomas, o policial precisou ser internado no Centro de Tratamento de Covid de Araputanga na madrugada do dia 14. Durante o tratamento, houve grande piora em seu quadro de saúde, sendo necessário transferi-lo para uma UTI, onde aguardava na fila de espera.

Diante de nova piora, Glauco foi levado para o Hospital Regional de Cáceres, porém não resistiu ao agravamento da doença e morreu na madrugada desta sexta-feira. O policial que entrou na instituição no ano de 2008 é lembrado pelos colegas como uma pessoa dedicada ao serviço e também pelo seu grande carisma e companheirismo.

“A Delegacia de Araputanga está de luto hoje. Ainda que tenha sido vencido por esta doença, Glauco será sempre lembrado pelo seu comportamento em serviço, onde, além de ser pessoa companheira e carismática, cumpria com afinco suas funções”, disse o delegado de Araputanga Herbert Yuri Figueiredo Rezende.

O delegado-geral Mário Dermeval Aravechia de Resende lamentou a morte do investigador e disse que a Polícia Civil está fazendo o possível para dar todo o suporte necessário à família neste momento de imenso sofrimento. “Infelizmente hoje recebemos mais uma triste notícia da perda de um guerreiro que encerrou a carreira em decorrência da covid. Neste momento deixamos o nosso agradecimento por todo trabalho e dedicação prestados à instituição”, disse.

Nos últimos dias a Polícia Civil teve outras duas perdas na instituição em razão da doença: o investigador Marco Aurélio Almeida, 43 anos, da Delegacia Regional de Alta Floresta; e investigador Odiney Osvaldo Carvalho de Assunção, 52 anos, da Delegacia de Pontes e Lacerda.